quarta-feira, 5 de março de 2014

A ciência e o senso comum

O senso comum vem do comum sentido que as pessoas atribuem aos fatos, à experiência do dia a dia para resolverem questionamentos, problemas que surgem durante a vida. As respostas às dificuldades aparecem naturalmente com base no conhecimento popular isto é, sem a necessidade de consultar um especialista ao qual se remeteria uma solução inventada por um cientista. 

Mas será que a ciência então estaria promovendo uma autoridade a quem dispõe dos conhecimentos por ela determinados? Afinal, a ciência estuda, experimenta, testa, confirma os fatos tecnologicamente e poder-se-ia dizer desta forma ser a portadora da verdade única sobre circunstâncias específicas. 

Pode até parecer impossível analisar simultaneamente as duas perguntas sobre as posições do que seja o senso comum e o que é ciência, já que em primeira instância seria considerado o conhecimento adquirido pelo grupo que faz parte do senso comum e pelo o que o integra a ciência. Seria esta característica o teor da questão ou a capacidade de desenvolver o conhecimento por esses grupos? Vamos avaliar?

O conhecimento vem do pensamento, da reflexão sobre a ordem na qual surgem os fatos, as questões, seu desenvolvimento, a solução destas dúvidas. Partindo deste princípio, as duas posições enxergam o conhecimento da mesma maneira, porém o que as diferencia é o uso do pensamento. Enquanto uma se baseia em ideia formada por opiniões de outros no cotidiano popular, a outra verifica através de técnicas e aprimora as informações obtidas, se aprofunda no que foi descoberto pelo senso comum (caso da ciência). Em ambos os casos, há análise dos fatos. Difícil ainda a compreensão? Note que é a dúvida, a dificuldade, o problema que nos estimula ao raciocínio. Se tudo ocorresse sempre da mesma maneira, sem qualquer empecilho para as coisas acontecerem, as inovações não surgiriam.

No Brasil, cidades como a do Rio de Janeiro, neste verão, a temperatura chegou à marca dos mais de 40º e sensação térmica em torno dos 50º. A circunstância instigou qualquer consumidor a ir com menos frequência à rua, ao mercado. E aquele vegetal que poderia melhorar o estado de saúde se consumido com frequência? Enfrentar diariamente o intenso calor somado à incidência de fortes raios solares? Mas, se verduras tem vida útil curta fazer o quê? Aparece a solução advinda do senso comum na qual revela que determinado vegetal, como a salsa, por exemplo, após ser lavada, tanto cabinhos como folhas podem ser cortados e depois de bem secos podem ser guardados em recipientes plásticos e congelados por mais de uma semana, retirando-se por dia a quantidade desejada.

E sobre o gelo em isopores que conservam os líquidos gelados por tempo ideal ao consumo em locais onde as bebidas são vendidas por valores abusivos como em praias e épocas como o carnaval? Este exemplo se utiliza da ciência (na produção do gelo e em sua forma de armazenamento), bem como da sabedoria popular, no senso comum em economizar e assim desfrutar mais do lazer gastando menos. Comportamento, aliás, que atualmente vem sendo chamado de "isoporzinho".

Ainda que pareçam simples, os exemplos citados, assim como muitos outros, demonstram a conexão senso comum e ciência. Afinal, as duas posições não estão distanciadas. Ao contrário, o senso comum e a ciência estarão sempre interligados como a raiz e a árvore, onde uma serve de base para sustentação da outra.

Palavras-chave: #sensocomum, #ciência

Nenhum comentário: