O senso comum vem do comum
sentido que as pessoas atribuem aos fatos, à experiência do dia a dia para
resolverem questionamentos, problemas que surgem durante a vida. As respostas
às dificuldades aparecem naturalmente com base no conhecimento popular isto é,
sem a necessidade de consultar um especialista ao qual se remeteria uma solução
inventada por um cientista.
Mas será que a ciência então
estaria promovendo uma autoridade a quem dispõe dos conhecimentos por ela
determinados? Afinal, a ciência estuda, experimenta, testa, confirma os fatos
tecnologicamente e poder-se-ia dizer desta forma ser a portadora da verdade
única sobre circunstâncias específicas.
Pode até parecer impossível
analisar simultaneamente as duas perguntas sobre as posições do que seja o
senso comum e o que é ciência, já que em primeira instância seria considerado o
conhecimento adquirido pelo grupo que faz parte do senso comum e pelo o que o
integra a ciência. Seria esta característica o teor da questão ou a capacidade
de desenvolver o conhecimento por esses grupos? Vamos avaliar?
O conhecimento vem do
pensamento, da reflexão sobre a ordem na qual surgem os fatos, as questões, seu
desenvolvimento, a solução destas dúvidas. Partindo deste princípio, as duas
posições enxergam o conhecimento da mesma maneira, porém o que as diferencia é
o uso do pensamento. Enquanto uma se baseia em ideia formada por opiniões de
outros no cotidiano popular, a outra verifica através de técnicas e aprimora as
informações obtidas, se aprofunda no que foi descoberto pelo senso comum (caso
da ciência). Em ambos os casos,
há análise dos fatos. Difícil ainda a compreensão? Note que é a dúvida, a
dificuldade, o problema que nos estimula ao raciocínio. Se tudo ocorresse
sempre da mesma maneira, sem qualquer empecilho para as coisas acontecerem, as
inovações não surgiriam.
No Brasil, cidades
como a do Rio de Janeiro, neste verão, a temperatura chegou à marca dos mais de
40º e sensação térmica em torno dos 50º. A circunstância instigou qualquer
consumidor a ir com menos frequência à rua, ao mercado. E aquele vegetal que
poderia melhorar o estado de saúde se consumido com frequência? Enfrentar
diariamente o intenso calor somado à incidência de fortes raios solares? Mas, se
verduras tem vida útil curta fazer o quê? Aparece a solução advinda do senso
comum na qual revela que determinado vegetal, como a salsa, por exemplo, após
ser lavada, tanto cabinhos como folhas podem ser cortados e depois de bem secos
podem ser guardados em recipientes plásticos e congelados por mais de uma
semana, retirando-se por dia a quantidade desejada.
E sobre o gelo em isopores
que conservam os líquidos gelados por tempo ideal ao consumo em locais onde as
bebidas são vendidas por valores abusivos como em praias e épocas como o
carnaval? Este exemplo se utiliza da ciência (na produção do gelo e em sua
forma de armazenamento), bem como da sabedoria popular, no senso comum em
economizar e assim desfrutar mais do lazer gastando menos. Comportamento, aliás, que atualmente vem sendo chamado de "isoporzinho".
Ainda que pareçam simples,
os exemplos citados, assim como muitos outros, demonstram a conexão senso comum e
ciência. Afinal, as duas posições não estão distanciadas. Ao contrário, o senso
comum e a ciência estarão sempre interligados como a raiz e a árvore, onde uma
serve de base para sustentação da outra.
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