sábado, 9 de abril de 2011

Um choque, as lágrimas e a despedida

Como todos os que têm sentimento, o ato mais violento da semana foi fundo em nossas almas, em nossos corações. Um choque. O assassinato de adolescentes e crianças, em plena sala escolar, no bairro de Realengo, foi realizado como se fosse episódio de filme de terror. Um homem desequilibrado mentalmente arquiteta um plano que, a meu ver, parece uma vingança das rejeições sofridas desde a infância.

Não se pode generalizar o pensamento sobre pessoas sejam esquizofrênicas em maior ou menor grau, ou ainda pelas ditas “saudáveis, normais”. Contudo, você que lê este artigo há de concordar sobre a atitude dos indivíduos crescidos em ambientes onde existe o A-M-O-R. Certamente, na essência da palavra e do ser humano, o comportamento das pessoas ao longo da vida será mais positivo e menos violento.

Ninguém iria querer estar no lugar dessas famílias mutiladas com a perda de seus filhos, sobrinhos, netos, enfim entes queridos, mas tenho certeza de que fortes sentimentos uniram os pensamentos por todo o país: a solidariedade e a tristeza. Lágrimas rolaram e ainda descem dos rostos delas e das nossas também. E saibam que, mentalmente, na despedida, estamos juntos rezando por todos os envolvidos direta e indiretamente na questão. E também rezo pela família do assassino.